Resolvi falar sobre algumas coisas que me incomodam, tecnologia, poder, moralidade e o futuro do ocidente

Marie Curie

Por João Ricardo Mendes

João Ricardo Mendes

Falam que tenho opiniões fortes por quase 16 anos que liderava uma das empresas de maior crescimento da história uma das empresas mais controversas do Brasil.

Resolvi escrever um pouco sobre o Hurb e sobre aquilo que mais incomoda: o poder da tecnologia, a fragilidade das democracias ocidentais, o fracasso moral das elites intelectuais, a crise da meritocracia, a ascensão dos extremismos e a obrigatoriedade de lutar para vencer.

O fenômeno Hurb: por que tantos amam e tantos odeiam

“Se você trabalhava na Hurb, todos sabem que você é maluco.”

A companhia, historicamente envolvida em um setor que move a economia, turismo, mobilidade e tecnologia e amada por grupos acadêmicos pois sempre investiu na academia porém odiada por concorrentes ativistas e pelo establishment intelectual progressista.

A razão é simples:

  • Builders valorizam resultadonão discurso.
  • Haters valorizam narrativasnão desempenho.

O Hurb provou ser capaz de fazer o impossível desde reinventar uma indústria, democratizar a mesma e criar cidades usando a demanda de sinais. Isso gera respeito entre aqueles que entendem o quão difícil isso é.

Os críticos , raramente entendem a tecnologia.

O erro fatal das elites: ensinar pessoas a perder e chamar isso de moralidade

“Há gente ensinando que perder é moralmente superior a ganhar. E isso é uma loucura.”

Algumas universidades e Instituições Culturais passaram décadas ensinando jovens que:

  • quem perde é “nobre”
  • quem vence “deve ter roubado”
  • sucesso é suspeito
  • mérito é opressão
  • desigualdade de resultado significa injustiça (mesmo com igualdade de ponto de partida)

Isso destruiu a espinha dorsal do Brasil:

A meritocracia (apesar de falar que não é 100% a favor da palavra e compartilha com Michael Sandel sobre)

E mais: cria um exército de pessoas frustradas, que acreditam que nunca terão chance e, por isso, querem derrubar quem teve sucesso.

É nesse caldo que surgem ódios irracionais, inclusive o antissemitismo moderno.

Sobre os protestos com minha gestão no final do Hurb:

“Muitos protestam porque acham que não podem estar nesse jogo. Acreditam que o jogo não é para eles. Você acerta 3.000 vezes e erra 1, pode ser fatal”

Voltando ao tema anterior, umacrítica profunda aqui é sociológica: quando alguém acredita que está permanentemente excluído, tende a:

  • romantizar o fracasso
  • demonizar o sucesso
  • criar teorias conspiratórias

E isso alimenta tanto a extrema esquerda quanto a extrema direita.

Tecnologia não exclui, tecnologia amplia oportunidades

Falar que tecnologia exclui é simplesmente falso. O que exclui as pessoas é dizer a elas que elas  perderam.

AI cria mais demanda por:

  • operadores
  • supervisores
  • técnicos
  • talento médio + disciplina
  • gente capaz de usar sistemas inteligentes

A exclusão verdadeira virá não da tecnologia, mas da falta de treinamento e da mentalidade derrotista.

Hurb e Tecnologia: “Com nosso mindset éramos o pior software do mundo para um Estado autoritário”

Software do Hurb foiprojetado para:

  • registrar todos os acessos
  • rastrear cada ação
  • calcular melhores rotas usando grafos
  • entender demandas
  • usar tecnologia reversa para conseguir melhores preços
  • ser simples

Afirmo que;

  • Nunca criei bancos de dados para perseguir religiões
  • Rejeitei diversos pedidos de governos democráticos para projetos antiéticos
  • Nunca trabalhei com o Governo
  • Perdi Bilhões por obedecer princípios

Não confiem em mim. Estudem a história na ordem cronológica Vejam vocês mesmos.

Me perguntam sobre; Israel, Gaza e a moralidade na guerra

Entendo o direito de Israel se proteger, mas acho que:

  • há necessidade de reduzir baixas civis
  • o papel da tecnologia para tornar a guerra mais precisa
  • o equilíbrio moral entre força e humanidade

Eu queria ter a capacidade de produzir produto e software para:

  • minimizar danos
  • aumentar precisão
  • evitar erros
  • documentar justificativas

“Se você quer salvar vidas inocentes, precisa de software.”

O Oeste está se suicidando?

A Europa tem vergonha de sua própria cultura está se destruindo. Países como Alemanha, França, Reino Unido e Canadá:

  • perderam a crença nos próprios valores
  • deixaram de defender mérito
  • demonizam sucesso
  • adotaram políticas migratórias incoerentes
  • enfraqueceram suas instituições
  • abriram mão de identidade

O resultado:

  • estagnação econômica
  • desorganização social
  • fuga de talentos
  • queda de competitividade
  • aumento de extremism

Já os EUA, embora sob ataque interno, ainda têm:

  • impulso competitivo
  • cultura Calvinista do “vencer é moral”
  • meritocracia profunda
  • ecossistema de builders

Isso é o que ainda salva a América.

China: “O trabalho deles é desestabilizar os EUA. O dos EUA é ser estável.”

  • A China pressiona todas as partes do sistema americano
  • TikTok, fentanil, espionagem industrial, pressão diplomática
  • O objetivo: explorar fraquezas

Mas o segredo para vencer não é reagir externamente é consolidar internamente:

Se você é forte por dentro, o adversário perde o timing. Não existe luta quando você já venceu antes dela começar.

E o Brasil?

Narcotráfico e violência: 50% dos brasileiros vivem em áreas dominadas por facções criminosas. Isso é guerra.

  • facções são organizações terroristas
  • não merecem tratamento civil comum
  • são uma ameaça maior do que muitos conflitos declarados
  • o Estado tem obrigação moral de eliminá-los

Achar que eles podem fazer isso sem consequências é permitir que a sociedade colapse.

O progressismo moderno não ajuda os pobres. Ele trabalha ativamente para mantê-los pobres.

O progressismo atual:

  • rejeita meritocracia
  • rejeita ordem
  • rejeita responsabilidade pessoal
  • rejeita competência
  • rejeita disciplina
  • rejeita dados
  • rejeita realidade

E o resultado:

  • cidades violentas
  • overdose em massa
  • caos institucional
  • corrupção moral
  • desaparecimento dos incentivos
  • destruição da mobilidade social

Isso não é progressismo — é regressão.

Se nós não defendermos o direito de vencer, isso será tirado de nós.

  • Brasil só sobreviverá se os builders falarem
  • o silêncio é cumplicidade
  • elites acadêmicas e burocráticas querem controlar o discurso
  • o mérito precisa ser defendido
  • a coragem precisa retornar
  • a vitória precisa voltar a ser celebrada

Lutem. Falem. Vençam. O futuro depende disso.